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Maior apreensão de cocaína dos últimos três anos

 Entre os cinco suspeitos brasileiros detidos está um polícia. É a maior apreensão dos últimos três anos.

A Polícia Judiciária desmantelou uma rede de cidadãos brasileiros que usava Portugal como porta de entrada de cocaína para a Europa. Entre os suspeitos está um polícia de São Paulo e um empresário com estreitas ligações à Colômbia, detidos quando descarregavam 1,7 toneladas de cocaína para um armazém no Montijo.

Quatro dos suspeitos abriram duas empresas em Portugal em Fevereiro último, altura em que começou a investigação. Uma das empresas dedicava-se ao comércio de gesso, a outra – com sócios comuns – dedicava-se ao transporte. “Faziam entregas e mudanças de casa de Portugal para o Brasil”, explicou ao DN Ricardo Macedo, o coordenador da 1.ª Secção da Unidade Nacional contra o Tráfico de Estupefacientes.

Os suspeitos ainda fizeram duas importações de gesso, do Brasil para Portugal, para “perceber a vigilância dos portos. Serviram de teste”, diz a fonte. Mas a PJ estava já atenta aos passos do grupo e, na última encomenda, passou a pente fino os dez contentores trazidos numa embarcação desde o porto de mercadorias do porto de Suape, no Brasil, até ao porto de Leixões, no Norte de Portugal.

A droga vinha dissimulada em placas de gesso, moldadas em fábrica para serem, alegadamente, usadas na construção de paredes. “Foi um trabalho complicado, porque tivemos de abrir todas as placas de todos os contentores até encontrarmos a droga”, referiu o coordenador. As cerca de duas toneladas vinham acondicionadas em pacotes de um quilo com a marca do produtor Grolando, localizado na Colômbia.

A PJ diz que esta é já a maior apreensão de cocaína feita ao longo dos últimos três anos. No entanto, acredita, nada se destinaria ao mercado português. A droga seria transportada via terrestre para o mercado espanhol e, parte, para o mercado europeu.

Ainda de acordo com a PJ, os três primeiros suspeitos foram detidos na quinta-feira quando descarregavam um dos contentores – trazido por estrada de Leixões até ao Montijo. Não ofereceram resistência e não tinham armas de fogo.

No dia seguinte, foram detidos outros dois suspeitos, com o segundo contentor. Os cinco foram presentes a tribunal no sábado e ficaram em prisão preventiva.

Um dos detidos identificou-se como polícia civil em São Paulo, no Brasil. Alegou estar de férias com a mulher em Portugal, mas a polícia suspeita de que ele serviria para iludir as autoridades – tanto no Brasil como em Portugal.

O suspeito mais velho, de 49 anos, terá um importante papel na rede de tráfico de droga – que se abastece na Colômbia. E o mais novo, de 21 anos, vivia em Portugal há dez anos e é um dos sócios- -gerentes da empresa. Já trabalhou como motorista numa empresa de transportes.

A PJ prossegue agora a investigação em colaboração com as polícias brasileiras e espanholas. As contas das empresas criadas em Portugal também vão ser vistas à lupa.

Da operação, apelidada de “Nuvem Branca”, a PJ apreendeu ainda um carro BMW, a carrinha com a droga, cerca de 30 mil euros em dinheiro e vários documentos que vão ser analisados, mas nem uma única arma de fogo. (Fonte:DN)

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